Primeiro vem a idéia que dá vida ao conceito e depois à palavra escrita ou falada, então traduzida em forma ou imagem. Assim se constrói cada etapa do produto final de nossa mente, onde tudo começa, onde tudo é criado: na mente.
Tudo é parte da imaginação e por mais sólido que nos pareça cada sentimento e cada emoção na verdade são produtos da nossa imaginação apenas, e a rigor podem ser alterados ou eliminados a qualquer momento.
Tanto se fala que a felicidade depende de nosso interior... Mas isso só pode ser sabido uma vez experimentado, e uma vez experimentado não será esquecido.
Não significa dizer que o mundo externo não nos possa fazer felizes, faz, muito.
E depois passa e outra vez e depois passa, e outra vez.....
Queremos ser felizes e se não temos controle sobre tudo o que nos traz felicidade é porque desde sempre fomos nós mesmos que nos impusemos limites.
E esse limite é reflexo do medo que sentimos em arriscar qualquer mínima coisa.
Temos medo de perder, de parecermos bobos, de cair no conto do vigário.
E, no entanto, sabemos, embora sem acreditar muito, que não podemos reter nada, deter nada, tudo é constante movimento e se perdemos uma oportunidade...
Tarde demais, já se foi...
Nosso universo se torna muito pequeno quando não nos deixamos apenas observar, mesmo a uma certa distância, mesmo em silêncio, experiências que se apresentam.
Não significa concordar nem se solidarizar, apenas experimentar, olhar talvez sob uma nova perspectiva, um ângulo diferente do nosso, acatar simplesmente ao invés de interferir e completar, por exemplo, o pensamento do outro.
Deixar que a experiência pessoal seja a mãe da conclusão.
Cada um de nós tem um processo único de compreensão e apreensão dos fatos, e é por isso que a médio e longo prazo os manipuladores se tornam prisioneiros dos monstros criados. E lá se foi outra vez a felicidade...
Muitas vezes criamos limites desnecessários apenas para sobreviver a imagens que fazemos de nós mesmos impossíveis de serem mantidas de outra forma e que na verdade, não têm a menor importância...
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