A intenção por trás do ato
Nosso subconsciente é com certeza mais esperto do que podemos supor. Somos facilmente envolvidos e persuadidos pelas aparências que resolvemos adotar e ficamos, pelo menos aparentemente, bastante satisfeitos com seus resultados.
Muitas vezes nossas ações altruístas estão apenas imbuídas da necessidade de afeto e reconhecimento e ficamos nus quando não correspondidos ao que consideramos estar à altura, alvejando com críticas e cobranças improcedentes os supostos causadores de nossas decepções.
Mas a melhor parte é quando acreditamos na imensa capacidade que temos de convencer alguém a mudar de hábitos e costumes, por estar claro que a mudança constitui melhoria irrefutável, não importando qual o seu conteúdo ou tamanho...
Carregamos emoções muitas vezes não verbalizadas e/ou não reconhecidas, que nos fazem agir movidos por questões pessoais apenas, enquanto aparentam manifestar um comportamento altruísta; seria muito mais fácil para todos entender ser esse o caso.
Quem sabe o que impeça esse reconhecimento seja o fato de nós não percebermos com clareza o que nos move no momento em que agimos, ou talvez, lá no fundo, temermos que os outros percebam nosso ato pequeno e nos desprezem.
Agimos pela necessidade de sermos amados e aceitos, desimportantes os subterfúgios usados, e essa falta de genuidade para conosco e com o outro forja um alivio temporário, e, portanto insustentável.
Somos perfeitos da maneira como somos e se pudéssemos perceber essa verdade como tal, encontraríamos nossos verdadeiros pares, sem ter que ouvir críticas por anos a fio de pessoas que nos querem consertar como se fôssemos um brinquedo quebrado.
Os outros não podem se transformar no que queremos para que possamos nos sentir seguros e felizes, pelo simples fato de que enquanto os outros não forem plenamente eles mesmos, nós também não seremos.
Seremos apenas um cobrador temporário que tem uma dívida eterna para ser saldada, fruto de insegurança pessoal e da necessidade de reconhecimento.
Olhamos para um espelho e a imagem refletida não é a nossa, ou pelo menos não nos reconhecemos nela, o que será que estamos buscando?